Começa já no próximo dia 24 de Maio (5ªFeira) mais uma Feira do Livro no Parque Eduardo VII.
Todos os dias das 16h ás 24h até dia 10 de Junho!
Que nostalgia!
Nesta altura do ano dá-me umas saudades da minha Lisboa....
Bons momentos que já passei nesta Feira :)) Tantos anos a frequentá-la!
Acompanhou tantas fases da minha vida....
Tantos livrinhos lá comprados...
Aproveitem ao máximo a Feira por mim!!!
Que saudades que o Euro deixou...Já lá vao 3 anos!!
Este foi um final de tarde muito fixe!...Portugal ganhou á Holanda e pela noite fora lá fomos nós (só gaijas) festejar a vitória...Foi uma noite muito divertida...já não me divertia assim há muito tempo!!...Saudades vossas Amigas!
Pois...sou mesmo eu...eheh...tão pequenina e já agarrada ao vinho!!!!
Lisboa vai ter "coração gigante" ...
Um coração gigante insuflável suspenso na Praça do Comércio e "paredes do amor" onde os mais apaixonados podem deixar mensagens são algumas iniciativas anunciadas esta terça-feira para promover a Baixa/Chiado a propósito do dia de S.Valentim.
Sophia de Mello Breyner Andresen

Fernando Pessoa
Fernando António Nogueira Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, às 3 horas e 20 minutos da tarde, no quarto andar esquerdo do n.º 4 do Largo de São Carlos em Lisboa, em frente da ópera de Lisboa.
Foram seus pais Maria Magdalena Pinheiro Nogueira, natural da ilha Terceira, nos Açores, de vinte e seis anos, e Joaquim de Seabra Pessôa, natural de Lisboa, de trinta e oito anos.
Foi baptizado a 21 de Julho na Igreja dos Mártires, no Chiado, cujo sino o poeta irá evocar no poema «ó sino da minha aldeia». Foram seus padrinhos a tia Anica, irmã da mãe, e o general Chaby.
Nascido no dia de Santo António, foi baptizado com os dois nomes do santo lisboeta: o de baptismo, Fernando (no mundo, o nosso franciscano chamou-se Fernando de Bulhões), e o de eleição dentro da Ordem, António.
A 29 de Novembro de 1935 escreveu a sua última frase, a lápis e em inglês: «I know not what tomorrow will bring».
A 30 de Novembro, às 20 horas, segundo um testemunho, pediu os óculos, para ver melhor. Morreu às 20 horas e 30 minutos.
«Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.»
...Há uns anitos...
ALFAMA
Pátio dos Quintalinhos - a entrada é na rua das Escolas Gerais. Acede-se a ele através de um portão em ferro aberto no muro alto, mostrando a integração do pátio no edifício do nº 3 desta rua. É um local de grande significado histórico visto ter sido aí fundada a primeira universidade em Lisboa a mando do rei D.Dinis, em 1290. No interior do pátio, encontravam-se as fundações desta universidade, no entanto, poucos são os vestígios que chegaram até nós, embora tenham sido identificados e inventariados no século passado. A origem do nome não é explícita, mas poderá dever-se ao facto de terem existido na zona diversos quintais. É um local onde a discrepância entre o valor histórico e a preservação de património é gritante.

Pombos, gaivões, andorinhas, pardais-dos-telhados ou melros, são os que mais fazem sentir a sua presença na cidade de Lisboa.

Nas fontes e lagos artificiais os verdadeiros protagonistas são os anfíbios e o pato-colhereiro.

Mas é nos jardins que se pode encontrar uma maior variedade de espécies, pois aí existem desde predadores nocturnos, como o mocho, ao omnipresente gato europeu, com uma vida dividida entre os lares domésticos e as ruas, passando por pavões, galos e galinhas.

Pois é...comer toda a gente gosta e sabe...eheh...mas será que conhecem a história dos Pastelitos?
No inicio do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açucar associada a um pequeno local de comércio variado.
Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1820, são em 1834 encerrados todos os conventos de Portugal, expulsando o clero e os trabalhadores.
Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro põe à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por "Pastéis de Belém".
Na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos de vapor. No entanto, a imponência do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, atraíam os visitantes que depressa se habituaram a saborear os deliciosos pastéis originários do Mosteiro.
Em 1837, inicia-se o fabrico dos "Pastéis de Belém", em instalações anexas à refinação, segundo a antiga "receita secreta", oriunda do convento. Transmitida, e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que fabricam artesanalmente na "Oficina do Segredo", este receita mantém-se igual até aos dias de hoje.
De facto, a única verdadeira fábrica dos "Pastéis de Belém" consegue, através de uma criteriosa escolha de ingredientes, proporcionar hoje, o paladar da antiga doçaria portuguesa.
Mnham mnham...como eu adoro estes pastelitos...são uma das minhas perdições!
Aqui fica a receita...Boa sorte!
Ingredientes:
Para a massa:
250 g de farinha muito fina
200 g de margarina própria para folhados
Água morna
1 ovo
Sal
Ingredientes para recheio:
5 dl de natas
10 gemas de ovos
275 g de açúcar
Baunilha
Preparação:
Amassa-se muito bem a farinha com o ovo e a água morna. Corta-se a margarina em 3 partes iguais. Estende-se com o rolo e espalha-se nela uma parte da margarina, enrola-se a massa e volta a estender-se, 3 vezes, com a margarina. Estenden-se novamente e enrola-se sem gordura. Cortam-se circunferências, com as quais se forram as formas que se recheiam com os ingredientes para recheio.
Mistura-se o açucar com as gemas, as natas e a baunilha, levando a engrossar em banho-maria. deixa-se arrefecer, deita-se nas formas, que vão ao forno a cozer.
Pois é...tantas vezes ouvi falar das obras de Sta Engrácia e não fazia a menor ideia que existia uma lenda por trás destas eternas obras...
Simão Pires, um cristão novo, cavalgava todos os dias até ao convento de Santa Clara para se encontrar às escondidas com Violante. A jovem tinha sido feita noviça à força por vontade do seu pai fidalgo que não estava de acordo com o seu amor. Um dia, Simão pediu à sua amada para fugir com ele, dando-lhe um dia para decidir. No dia seguinte, Simão foi acordado pelos homens do rei que o vinham prender acusando-o do roubo das relíquias da igreja de Santa Engrácia que ficava perto do convento. Para não prejudicar Violante, Simão não revelou a razão porque tinha sido visto no local. Apesar de invocar a sua inocência foi preso e condenado à morte na fogueira que se realizaria junto da nova igreja de Santa Engrácia, cujas obras já tinham começado. Quando as labaredas envolveram o corpo de Simão, este gritou que era tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem. Os anos passaram e a freira Violante foi um dia chamada a assistir aos últimos momentos de um ladrão que tinha pedido a sua presença. Revelou-lhe que tinha sido ele o ladrão das relíquias e sabendo da relação secreta dos jovens, tinha incriminado Simão. Pedia-lhe agora o perdão que Violante lhe concedeu. Entretanto, um facto singular acontecia: as obras da igreja iniciadas à época da execução de Simão pareciam nunca mais ter fim. De tal forma que o povo se habitou a comparar tudo aquilo que não mais acaba às obras de Santa Engrácia.
(Azulejo pintado por Jayr Peny)
Fado Varina
De mão na anca,
descompõem à freguesa.
Atrás da banca,
chamam-lhe cosma(?) e burguesa.
Mas nessa voz,
como insulto à portuguesa,
há o sal de todos nós,
há ternura e há beleza.
Do alto mar
chega o pregão que se alastra:
têm ondas no andar
quando embalam a canastra.
Minha varina,
chinelas por Lisboa.
Em cada esquina
é o mar que se apregoa.
Nas escadinhas
dás mais cor aos azulejos
quando apregoas sardinhas
que me sabem como beijos.
Os teus pregões
são iguais à claridade:
caldeirada de canções
que se entorna na cidade.
Cordões ao peito,
numa luta que é honrada.
A sogra a jeito
na cabeça levantada.
De perna nua,
com provocante altivez,
descobrindo o mar da rua
que esse, sim, é português.
São as varinas
dos poemas do Cesário
a vender a ferramenta
de que o mar é o operário.
Minha varina,
chinelas por Lisboa.
Em cada esquina
é o mar que se apregoa.
Nas escadinhas
dás mais cor aos azulejos
quando apregoas sardinhas
que me sabem como beijos.
Os teus pregões
nunca mais ganham idade:
versos frescos de Camões
com salada de saudade.
(Ary dos Santos)
O Eléctrico é o meio de transporte que mais gosto em Lisboa!..
Típico da cidade mas com um ar tão mimoso e rústico...É giro vê-los no Verão cheio de turistas de máquinas fotográficas na mão a deliciarem-se com o passeio.
É delicioso passar pelos bairros antigos e pelas ruelas apertadas.
Para mim o Eléctrico é uma das "marcas" desta linda cidade Alfacinha!

Madrugada,
Descobre-me o rio
que atravesso tanto
para nada,
E este encanto,
prende por um fio,
é a testemunha do que eu sei dizer.
E a cidade,
chamam-lhe Lisboa,
mas é só o rio
que é verdade,
só o rio,
é a casa de água,
casa da cidade em que vim nascer.
Tejo, meu doce Tejo, corres assim,
corres há milénios sem te arrepender,
és a casa da água onde há poucos anos eu escolhi nascer.
(Pedro Ayres Magalhães)
Apreciem bem este urinol...não é demais??...Encontra-se na zona do Castelo de S.Jorge num cantinho perdido.

. Ooopsssss...Alfacinha apa...
. ...
. Eu no Castelo de S.Jorge....